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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Partícula solitária



Sinto-me apequenar-me mais e mais.
Ontem fui um grão de arroz.
Hoje infimo grão de areia,
cuja insignificância não afeta a imensidão do universo.

Como as estrelas que brilham alto no céu;
Queria virar pequeníssima partícula de luz a vagar pelo espaço;
Fazendo parte da composição de algo belo, grandioso e maior;
Algo com significado, algo que me trouxesse pertencimento e paz.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Cicuta


   Fonte: https://www.flickr.com/photos/breki74/2804123968/



A voz é embargada;
A respiração é vacilante.

Acho que se esgotaram todas as minhas palavras;
Acabaram-se os suspiros.

Sorrisos. O que são?
Alegria. Desconheço-te.

Padeço da morte enquanto viva.
Desejo veneno a substitui-me a saliva.



quarta-feira, 15 de abril de 2015

Estrelinhas de sal

     Fonte:http://t.space.com/



Pequeninas estrelas de sal descem dos meus olhos todos os dias.
Delicadas e apressadas não esperam sequer anoitecer...

Fecho meus olhos e tento impedir sua cadência,
Mas como eu poderia lutar contra a natureza?
Amarga ilusão!

Lágrimas tem vontade própria e...
Obedecem apenas o coração.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Obituário



Essa sua incoerência,
Beira a delinquência.

Inconsequente, impotente, prepotente... 

Luxúria?! 
Incite a minha fúria!

Desafio-te a dançar nu no fio da minha navalha.
Mas você falha, a gente sabe que falha.

Estou gostando dessa rima.
Dane-se o que escrevi lá em cima.

Vou lamber seus ossos podres,
E mastigá-los como se fossem doces.






terça-feira, 24 de março de 2015

50 tons de nada

Sua rejeição me faz tremer junto aos lábios de outro;
Desejos vorazes por lábios perspicazes a percorrer meu corpo.

domingo, 8 de março de 2015

Partidas

Que tudo o que foi cultivado pereça.
Que tudo que foi dito se apague.
Que o amor que eu te dei desapareça.
Deixai que esse dedilhar de sonhos se acabe.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Walking dead



Sim, eu poderia fumar um cigarro, 
Inalar suas toxinas e deixar que ele acalmasse meus nervos.

Eu também poderia beber até cair,
Inebriar meus sentidos.

Mas não sou fraca, não vou usar de escapismo ou fugas.
Enfrento esta desgraça de vida de frente.

Mas eu te confesso: - Eu preferia estar morta.