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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Walking dead



Sim, eu poderia fumar um cigarro, 
Inalar suas toxinas e deixar que ele acalmasse meus nervos.

Eu também poderia beber até cair,
Inebriar meus sentidos.

Mas não sou fraca, não vou usar de escapismo ou fugas.
Enfrento esta desgraça de vida de frente.

Mas eu te confesso: - Eu preferia estar morta.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Na UTI



Partido em mil,
Coração caiu em desgraca profunda.

Não minta.
Não minta para mim, coração.

Você pode se regenerar uma vez mais?

Respira, coração!
Erga-se, coração.

Longe deste mundo,
Onde tudo é lindo e belo,
Encontrarás amor eterno.

Eu juro...eu prometo.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Derradeiro golpe

I



Essa minha desimportância é um reflexo da sua arrogância,
Mania de se achar sempre demais.
Como se fosse capaz....
Como se fosse capaz....

Mal sabes que cambaleia diante da minha espada embainhada,
Pronta para ter dar o golpe,
De Início da sua derrocada.

Estupido coração leviano.
Devias refletir sobre essa lascívia de ser achar bonito demais.
Como se fosse capaz...
Como se fosse capaz....




domingo, 23 de novembro de 2014

Germina




Por três dias observei  chuva que caía serena lá fora.
Suas mãos, negras como a noite, me envolviam plenamente.
Deixei que seus beijos me levassem para longe.

Por três horas lamentei a sua partida.
Sinto-me perdida distante dos seus olhos.
Sinto-me abandonada nesse plano de provas e expiações.

Por toda a vida esperei que você voltasse,
Ou que eu partisse ao seu encontro.
Conto os dias.... Conto esta vida, este cárcere, essa ilusão.

No fundo nossa semente brota.
E aguarda silenciosa por este amor que me manterá viva....
Por mais algumas horas.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Iceberg


Verteu a chama em gelo.
Paixão seca e dura.
Lágrima que cai impura.
E endurece no coração.

Nosso amor morreu, meu bem.
Metamorfoseou-se em um iceberg.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Privacidade




Sinto-me sufocada, invadida, violada.
Anseio pela alcova que era só minha.
Meu quarto, minha cama, meu mundo.

Deito-me nesse colchão que odeio,
Olho para o teto, olho para os lados...
Como se tentasse abandonar meu corpo e fugir daqui.

O pesar é soberano.

domingo, 9 de novembro de 2014

Lodo fétido




Somos todos feitos da mesma argila. 
Fomos todos feitos da mesma matéria impura.

Pergunto-me entre lágrimas
-Por qual razão alguns de nós se espelham nos anjos enquanto outros roem as beiradas do prato do inferno?

Sinto um confrangimento em minh'alma ao perceber que quero asas,
E você tenta, por prazer ou quiçá luxúria, rastejar no chão.

Espíritos simples e ignorantes numa mesma caminhada errante,
Você do lodo recrudesce em carvão,
Eu areia quero ser diamante.